Hoje é quarta e é dia de música aqui no Lavagem Cerebral.
E eu quis mudar bastante a temática do pod. Se semana passada eu falei apenas de rock e derivados, hoje eu evitei ao máximo. O mais próximo disso é o indie rock. Mas ele é tão visto como som de pista, que nem dá pra se dizer realmente um “ROCK”, mas ainda assim rock.
Nessa edição você pode ouvir La Roux, Alphabeat, The Fratellis, Juliette and The Licks, Copacabana Club e Those Dancing Days.
Sugestões, reclamações e xingamentos, aqui oh -> lavagemcerebral@gmail.com . Prometo ler no ar.
Sobre o serviço que eu dei, no começo do Pod, da festa Just Dance, é dia 11 de setembro no Laika, Venâncio Aires, 59. Porto Alegre. Quer por nome na lista, manda e-mail pra cá: justdanceparty@gmail.com.
No mais, aproveite!
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Resolvi fazer algo que semre achei legal, um pod sobre músicas…
Os que eu ouvi, acho muito bons. Então resolvi fazer o meu
Nesse “Quarta da Música” eu falo sobre Ac/Dc, Tenacious D, Foo Fighters, Killi, Matt and Kim e Death From Above 1979.
Toda semana quero por músicas novas, se por acaso quiser colaborar, serás bem vindo. Envie um e-mail pra lavagemcerebral@gmail.com e mande suas sugestões.
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No Doubt é um grupo musical de punk ska atualmente formado por Gwen Stefani, Tony Kanal, Tom Dumond e Adrian Young. Todos são de Anaheim, Califórnia- EUA, e começaram fazendo cover da banda inglesa The Madness.
Eric Stefani, irmão de Gwen, criou a banda junto com seu amigo John Spencer. Tempos depois, Gwen e Spencer dividiam vocais, mas um trágico acontecimento fez com que Gwen fosse a única vocalista da banda. Spencer cometeu suicídio. O primeiro cd gravado, No Doubt, foi um fracasso, a gravadora na época não queria mais o grupo como aposta musical, mas após o cd caseiro, o “The Beacon Street Colletion”, resolveu dar uma segunda chance.
NÃO FALA, ESSE REINADO TÁ PODRE
Foi com o álbum Tragic Kingdom, que mudou a vida de Gwen, que o No Doubt ganhou o reconhecimento mundial. Tony e Stefani eram namorados, de longa data, e ao fim desse relacionamento ela entrou em depressão. Boa parte das músicas desse álbum são dedicadas ao seu ex-namorado, de como sentia sua falta, que era estranho trabalhar junto e não poder fazer nada.
É visto claramente na letra de “Don’t Speak” o quanto a Gwen ficou abalada com a perda do namorado: “You and me / We used to be together / Everyday together always / I really feel / That I’m losing my best friend / I can’t believe “. Durante as gravações do clip, muitas das cenas foram cortadas, porque Gwen chorava sem parar. Poucos sabem que Tony é de origem indiana, que Gwen aceitou todos os costumes para se adaptar à familia Kanal. Em vários clips da banda, você a vê usando um bindi, acessório indiano.
O REINADO COMEÇA A IR PARA SATURNO
Em “Return of Saturn”, todos achavam que os sentimentos de Gwen por Tony já haviam acabado, que tudo viria de novo da banda, seriam as mesmas canções felizes do primeiro álbum. Ledo engano. Praticamente boa parte das músicas são dedicadas ao ex-namorado novamente, tanto que uma das faixas se chama “Ex-Girlfriend”, em qual ela “provoca” com dizeres de “Eu acho que eu sei que você acabou com a sua ex-namorada”. Fãs acreditam que isso não teria nada a ver com o baixista da banda, que era apenas mais uma letra simples, falando sobre problemas do coração e que ela se via muito feliz com namorado na época, e atual marido, Gavin Rossdale. Isso nunca ficou claro, até os meados de 2004, quando ela saiu do No Doubt dizendo querer cuidar da vida.
BANANAS, EU VOU PARA O JAPÃO
Em muitos dos clips do No Doubt, Gwen sempre parece matar os colegas de banda, ou então a mídia sempre a põe como a estrela máxima do grupo. Coisa que os integrantes nunca concordaram. Nas entrevistas cedidas por Tony, Andrian e Tom, eles sempre apontaram que não gostam da forma que a imprensa trabalha com isso. Eles afirmavam que se saíssem da banda, provavelmente ela não duraria três meses, que Gwen tinha talento, mas não passava de mais um rostinho bonito e que existiam outras vocalistas por aí. Essas declarações sempre soaram como contraditórias.
No começo de 2005, com o lançamento do CD solo de Gwen, “Love Angel Music Baby”, que os outros integrantes se manifestaram contra as ações da cantora. Em uma entrevista exclusiva à MTV Tony foi enfático: “Gwen pode aproveitar o tempo dela como pop-star, mas assim que ela acabar as tours dela, terá que voltar para o No Doubt, onde é a casa dela. Sem mais”. Curiosamente tempos depois, a Sra. Gwen Stefani Rossdale foi a público dizer que não haviam outros meios a não ser dar uma pausa na sua carreira solo ao fim de 2007, pois era chegada a hora de retornar ao No Doubt. Pessoas próximas não sabem realmente o que fez Gwen mudar de idéia em relação ao seu projeto. Alguns diriam que é seu amor incondicional por Tony.
Você ainda duvida que ela não gosta de Tony? Já parou para ouvir “What you waiting for?”? É a música de protesto dela, em qual ela se revolta contra a banda e usando palavras que foram ditas pelos integrantes, ela pôs na letra: “Take a chance you stupid hoe”, ou “You’re still a super hot female / You got your million-dollar contract / And they’re all waiting for your hot track”. E em Hollaback Girl ela diz não gostar de ser enganada, que ela sempre quis é ser amada. Que se for pra ser enganada, prefere mandar à merda. Existem muitas provas de que Gwen ainda sente algo por Tony. Não realmente apenas uma amizade. Algo que talvez nem ela saiba explicar.
O que acontece é que agora o No Doubt está de volta, tocando pelo mundo e há rumores de que virão ao Brasil no fim desse ano. Eles tinham prometido nunca mais voltar, depois de 97, quando vieram para o Close-Up Festival e praticamente ninguém assistiu ao show deles. Porém agora, quem pede a volta são os fãs brasileiros atuais. Criando tópicos intermináveis na página oficial da banda. “Brazil” é a segunda tag mais usada no site.
Torço muito pra que venham mesmo, curto pacas No Doubt.
“Se o Lennon morreu, eu amo ele.
Se o Marley se foi, eu me flagelo.
Elvis não morreu, mas não vivo sem ele
Kurt Cobain se foi e eu o venero” – Pato Fu – A Necrofilia da Arte (Gilberto Gil)
Eu tava com esse texto na cabeça duas semanas atrás. Comecei a formar ele enquanto eu ia resolver um problema na Anatel. A May andava pedindo que eu fizesse um material pra Offline sobre celebridades instantâneas de internet e, pra variar, eu fiquei divagando na rua sobre outra coisa.
Pensei sobre a necrofilia da arte que vinha acontecendo em torno da morte do Michael Jackson. Ele conseguiu bater alguns recordes mais algumas vezes, mesmo que postumamente. Pessoas que nunca tiveram algum trabalho seu, resolveram adquirir qualquer álbum, como uma homenagem tardia. Mas é justamente isso que acho engraçado, como as pessoas valorizam os artistas quando morrem. Talvez se ele não tivesse falecido agora e tivesse em decadência que já estava por mais vinte anos, ele teria alcançado esses novos números?
É freqüente o número de adolescentes que começam a venerar artistas mortos, por serem admirados pela maioria das pessoas. Parece mais uma auto-afirmação do que realmente uma necessidade de consumo artístico. Soou meio brega, né? Mas assim, a impressão que passa é que todo mundo quer parecer legal, que entende pacas de música, arte, cinema, livros e o caralho a quatro. Muita gente já leu Nieztche porque vai dar uma vantagem de assuntos sobre os amigos. Errado. Vai te dar uma vantagem apenas sobre o que ele escreveu. E isso não quer dizer que as obras de Nieztche sejam grande coisa. Péra lá! São grandes coisas sim, mas eu digo que não é grande coisa pra se debater numa roda de bar. Parece mais um escudo, qual a pessoa caminha peitando todos que estão à sua frente e por isso acha que pode dizer: Olha, eu sei falar sobre coisas inteligentes. Bullshit. A frase “Menos é mais” encaixa com facilidade nesse caso. Já vi muitas pessoas que são muito mais interessantes do que aqueles que precisam provar que tem algum conhecimento. E elas falam sobre qualquer coisa, desde como preparar pipoca, até como fazem auto-avaliação. Lembro até hoje, que um dos melhores textos que eu já li, foi sobre a preparação de pastéis.
Mas por que existe essa necessidade de gostar de Lennon, Elvis, Kurt Cobain, Elis Regina, Vinicius de Moraes, etc? Sim, os trabalhos de todos são excelentíssimos. Mas por que eles viram cavalo de tróia de todas essas pessoas inseguras? Como se não houvessem outros artistas nas mesmas época que desempenhavam os mesmos tipos de apresentações ou seguiam os mesmos passos. Quando não existe a possibilidade de decadência, a imagem da pessoa se torna mais forte. Os Beatles começaram a ter seu momento “estragado” quando John encontrou Yoko, ao menos alguns fãs ferrenhos apostam sua vida nisso. De que ela fez o fim definitivo da banda e as composições não eram mais as mesmas. No álbum In Utero, do Nirvana, Kurt não parecia mais o mesmo de Nevermind e Incesticide. Parecia um ser apagado, desanimado, tanto que a única música que tinha pegada parecida com Smell Like Teen Spirit foi Heart Shaped Box. Elvis é um dos poucos casos que todos viram o quanto ele já estava destruído e deprimido. Tinha ganhado muitos quilos, era viciado em remédios para dormir e não tinha mais a mesma disposição para shows, mesmo com 42 anos.
Mas os fãs são cegos pra todos esses defeitos que surgem, por sinal, até discutem qual seria melhor fase. Antes ou depois do início da decadência, se era melhor a época que faziam músicas mais felizes, ou quando começa a bater a depressão e as composições são 90% do tempo tristes. Se as músicas do lado B são tão melhores que as de divulgação do disco. Os fãs se preocupam com isso. Traçar paralelos que não terão fim, porque não existirá a resposta do próprio artista pra por um ponto final nisso. E cada vez mais pessoa se esconde atrás do seu ídolo falecido.
Existem fãs com a mesma devoção que os necrofilios da arte. São aqueles que acompanham com entusiasmo seus ídolos. Vão aonde puder para assistir um show, compram item de colecionador, tatuam o símbolo e por aí vai.
Particularmente acho meio bobo quem se esconde atrás de ídolos falecidos e acham que só existem eles. Gosto muito de Elvis, Beatles, Nirvana, Jimi Hendrix e muitos outros que saíram dessa pra melhor, mas só numa parte da minha vida eu tive uma postura parecida com essa. Foi quando descobri o fim do movimento grunge. Quando comecei a escutar música mesmo, consegui pegar o fim das bandas de Seattle e eram as que mais faziam escola na época. Mas enfim, a impressão que me passa é que quem faz isso, ainda não conseguiu estabelecer um caráter bem formado pra discutir esse tipo de assunto. Que falta conhecimento de caso pra ir mais a fundo.
Antônio Carlos Bernardes Gomes, mais conhecido por Mussum, Grande Pássaro Negro, foi humorista do grupo Os Trapalhões. Mas antes disso foi integrante do grupo Os Originais do Samba. Também foi soldado da Força Aérea Brasileira. Flamenguista doente e Mangueira de coração, tanto que o apelido “Mumu da Mangueira” pegou com facilidade.
Há exatos 15 anos atrás, deixou um legado de fãs que insistiam em falar palavras que terminavam com “Is”. Mas poucos sabem que ele teve um álbum solo, o disco “Água Benta”. Nesse trabalho tem participação de Chico Anísio e Alcione.
AH… não conhece?
Tá bom. O tio mooglez dá uma força. Tá ai na mão pra você conhecer:
Primeiro uma música. Se quiser o resto, tá ai no link ai em baixo.
Eu curto pacas. Tanto faz se é na hora, ou se é algo gravado. Mas eu curto a arte de pegar duas músicas BEM diferentes e misturá-las. Seja um rock, um electro, um techno, enfim. O interessante é saber fazer uma boa versão.
Tem N mash-ups bons por ai. Ai hoje, o @Luis_emanuel me mandou esse ai de baixo:
E maluco que eu sou, fico procurando mais e mais.
Já achei um outro que tem White Stripes e Prodigy junto.
Tem outro que eu curto muito, e esse quem ainda nao ouviu na balada?
E pra fechá, um muito popzão. Só as titia que todo sobrinho quer:
Eu curto muito isso e quando posso tocar esse tipo de música na balada, sempre toco!
Adam Yauch, um dos integrantes do grupo de hip hop norte-americano Beastie Boys, fez seu anuncio hoje, via Youtube, de que está com cancêr na garganta. Ele disse ter notado uma pequena bolinha e que com o tempo isso passou a preocupar.
Para tirar a dúvida, resolveu fazer um scan geral no corpo e felizmente, segundo ele, é o único ponto que tem esse nódulo. De acordo com Adam, mesmo que ele faça a cirurgia, que está marcada para a próxima semana, isso não afetará sua voz.
Para maiores informações, veja o vídeo que o próprio fez: