Taí um filme que eu não imaginava ter uma passagem tão bonita. Ensaio Sobre a Cegueira é um ótimo filme se você quer reavaliar sua vida ultimamente. E digo não sobre o prisma profissional, e sim sobre a visão social.
Esse filme trabalha diretamente com o fato de sermos interessados em querer ajudar o próximo ou se prender ao egoísmo.
Baseado no livro de mesmo nome, a película mostra como uma cegueira vira epidemia numa cidade. Todos os infectados passam a enxergar apenas a cor branca. Como um dos integrantes da trama fala: “Um mar de leite”. A forma como a doença vai se disseminando é muito rápida, tanto que chega a atacar todo o país. Porém inicialmente, alguns dos doentes são postos de quarentena em uma construção afastada da cidade. A única pessoa que convive com os cegos, é a mulher do médico (Juliane Moore) – essa é a descrição dada à ela – e ela se recusa a deixar seu marido.
Inicialmente eles começam a traçar meios de uma sociedade organizada, nesse lugar onde estão confinados, mas com o tempo e a chegada de mais moribundos iniciam-se disputas pelo poder. O ser humano é posto como animal, passa a usar seus instintos para sobreviver.
O interessante dessa história é como cada personagem tem sua percepção alterada com a perda da visão. Como cada um enfrenta diariamente a necessidade da luta por comida, como o governo fica completamente desorientado e com medo de seus integrantes serem contaminados pela doença, como existem pessoas que tentam tirar proveito a qualquer momento, mesmo doentes e o quão solidárias são outros sujeitos.
É uma análise profunda sobre nossos medos e desejos, que estamos bem organizados, mas que não somos preparados pra enfrentar verdadeiras crises. Sempre existem aqueles que não são honestos e não se preocupam no grupo e sim no seu próprio bem-estar. Na mesma moeda, existem aqueles que querem o melhor para todos, mesmo que isso seja ter que fazer alguns sacrifícios.
Terá momentos durante o filme, que você se perguntará: “Eu faria isso?” “Eu deixaria minha mãe fazer isso?” “Eu agiria dessa forma?” “Minha mulher falaria isso pra mim?” “Meu marido tomaria essa decisão?”. Enfim, é um trabalho que te põe em cheque psicológico muitas vezes. Pois são coisas que podem acontecer. Portanto, quem não diz que essa gripe suína pode se tornar um caos real?
Com a direção do grande Fernando Meirelles, de Cidade de Deus, o filme conta com Juliane Moore, Mark Ruffalo, Alice Braga, Danny Glover, Gael Garcia Bernal, Sandra Oh, Don McKellar, Maury Chaykin, Yusuke Yseya e Yoshino Kimura.
Se puder, veja esse filme num dia que esteja de bem com você mesmo. É uma boa pedida.
Acredito que você já deve ter lido uma resenha sobre esse filme. Ok, não vou me culpar por ser um pouco atrasado, apesar de tudo, é o último lançamento de Jim Carrey e merece um pouco de atenção. Está certo que a última coisa que ele fez e realmente surpreendeu, foi O Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, depois disso, não teve nada impactante, mas Yes, Man me pareceu quebrar esse jejum. Pelo menos um pouco.
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De início já se sabe que Carl (Jim) vive uma pessoa que não gosta de ser incomodada, quer ficar no canto dela, poder ter tempo para trabalhar e fazer suas coisas de interesses próprios. Nada anormal. Até que começam surgir questionamentos sobre seu dia-a-dia. O quanto ele é feliz e o que tem feito para melhorar.Então aparecem os indícios de que ele é um “No Man”, ou seja, alguém que tem facilidade em dizer não para tudo. E essa é a parte “non-sense” do filme, ele vai numa dessas palestras de auto-ajuda que propõe uma vida melhor se ele disser ao invés do não, sim.
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Não precisa ser gênio pra saber que ele acaba aceitando qualquer coisa que pintar na sua vida. Alisson (Zooey Deschanel) aparece na história e é um dos incentivos a ele querer mudar. Não vou dizer o que acontece, pra não perder a graça do filme, mas é a partir desse ponto que ele se torna interessante aos que estão ao seu redor. Tem uma lição de vida por trás disso tudo.
O quanto somos negativos, ou então queremos ser pé no chão o tempo inteiro. Ligamos para aparência e beleza superficial, sem nos preocuparmos realmente com a essência das coisas. Preferimos nossa individualidade a sair com alguns amigos, que sempre escolhemos a certeza de algo, a arriscar em algo, sem ter nenhuma expectativa do que pode retornar. Essa é a proposta do filme, por mais fantasioso que seja, é apontar isso.
Praticamente você vê todos os seus amigos fazendo os mesmos passos de sempre, nunca se arriscando e cada vez mais buscando as coisas que todo mundo concorda em quesito beleza. Dificilmente acompanhamos pessoas que saem de casa com o pensamento de “E por que não?”, porque somos muito inseguros.
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O filme diverte, e muito. Tem uma passagem bem clara, de sempre que puder, inove. Ajude, viaje, saia num lugar diferente, acorde cada dia em um lugar diferente, faça novas atividades, conheça novos amigos, faça o contrário do que você faz normalmente, procure surpreender.
Durante uma entrevista com ele sobre Piratas do Caribe, descobri que ele se inspirou em Keith Richards para compor Jack Sparrow. Tanto que no último filme, Keith aparece como pai de Jack. Na releitura de A Fantastica Fábrica de Chocolate, é visivel alguns trejeitos de Michael Jackson, para compor o personagem Willy Wonka. E em Edward Mãos-de-Tesoura, não tem como negar a influência de Robert Smith em Edward: a maquiagem, o cabelo, as expressões.
E Depp parece que fez esse laboratório novamente, com o novo personagem que está interpretando, o Chapeleiro Louco. É dificil não perceber que ele está parecendo a Madonna. Desde os dentes frontais separados, o sorriso, os olhos. Só falta a pinta em cima dos lábios.
Porém fica uma pergunta. Johnny é realmente tão genial assim, ou ele consegue captar tanto as pessoas que ele se inspira, que faz parecer um trabalho magnifico? Eu gosto das atuações dele. Normalmente ele faz o filme valer a pena. Mas fica essa impressão de que ele tem se baseado em pessoas do meio musical para compor seus personagens.
Errado? Não. Bem pelo contrário. Muitos artistas fazem o mesmo. Só que fica cada vez mais claro daonde é a fonte que Depp bebe.
Captain.... Jack Sparrow
"Tudo aqui é comestivel. Até mesmo eu, mas isso seria canibalismo."
. . .
"Alice, você quer MEIA xicará de chá? Um bom feliz desaniversário pra você"
E uma ajuda do Fozter pra encontrar a foto da Madonna
Harry, o mapa do maroto e o livro do príncipe mestiço - Clique para ampliar
Quem é fã de Harry Potter já deve estar arrancando os cabelos. Pois inicialmente, nos planos da Warner Bros, a data de estréia era no mês de fevereiro. Mas devido alguns lançamentos de filmes de empresas concorrentes, preferiram por o novo HP para o início do verão norte americano e aqui no Brasil, dia 17 de julho.
A direção é de David Yates, que dirigiu o último trabalho da franquia, Harry Potter e a Ordem de Fênix, e provavelmente ministrará os dois que estão por vir (Sim, Harry Potter e as Relíquias da Morte serão em duas partes para evitar a perda de muitas informações).
Após muitos boatos de que iriam desistir antes de fechar todos os titulos dos livros, o trio clássico continua junto: Daniel Radcliff, Rupert Grift e Emma Thompson. Contam com o acréscimo dos ótimos atores como Alan Rickman (sou fanzaço desse cara, desde Dogma!), Helena Bonham Carter, Maggie Smith, entre outros.
Quem leu os livros, sabe o que esperar. Essa parte da história é uma das mais frenéticas para os alunos de Hogwarts. É quando começam a explicar a história de Voldemort.
Tropic Thunder talvez seja a piada hollywoodiana que não foi bem aceita pelo críticos, porque ela mexe diretamente no orgulho americano. Falou em exército, não sendo sobre a Segunda Guerra Mundial, eles praticamente fecham a cara ao falar, pois perderam maioria das batalhas em que se meteram (mesmo assim, quem saiu vitoriosa da WW II, foi a URSS, não os EUA. A batalha que afundou Hitler foi a de Stalingrado, e não foram as tropas americanas que conseguiram isso. Apenas pra constar).
E lá foi Ben Stiller contar sua versão de como o cinema e os americanos fantasiam, mentem, pra se sobrepôr aos países menores. O filme pode ser de comédia pastelão – apesar de tudo, tem Jack Black e Stiller no elenco. Robert Downey Jr. também, porém ele é exceção – mas tem uma mensagem muito verdadeira. De como os atores as vezes estão mais preocupados com os prêmios da academia do que realmente com um bom trabalho. E também dizer que muitos escritores modificam fatos quando o assunto é puxar o assado pro lado do Tio Sam. A equipe que comparece na pelicula é a mesma que sempre está disposta a dar tapas na sociedade norte americana e mostrar que esse fanatismo da época Bush era errado. Desde o meu sogrão Jon Voight, até o “papa-placenta” Tom Cruise. Quem viu Fanboys, vai encontrar o rapaz que fez o Windows lá.
O desenolar inicial da trama é padrão, estão transformando em filme a história do Sargento Quatro Folhas (Nick Nolte), sobrevivente da guerra do Vietnã. Porém os atores escolhidos, são os mais desordeiros possíveis, apenas preocupados com seu bel-prazer. Em meio ao set de filmagem, no continente africano, eles pedem TV a Cabo, regalias de bebidas e comodidades. Para a TV, esse filme já é um fracasso antes mesmo dele começar a ser rodado. Aí é que entra o interesse de um dos atores – Stiller – em querer salvar o projeto. Eles se submetem a ir sozinhos no meio da mata sem mordomia alguma, para ter contato direto com o mesmo clima que os veteranos do Vietnã tiveram. Com o andar da carroagem, eles vão descobrindo o quanto estavam enganados sobre a produção. E que realmente estão metidos num problema maior do que imaginavam.
A crítica é pesada sobre como os acontecimentos são modificados e como os artistas manipulam, com o interesse de que sua pátria saia com a imagem de “potência mundial”. Mas o que deixa bem claro no filme é que quem realmente toma as decisões e conclui tudo, são homens sentados atrás da mesa com celulares e telefones.
Particularmente, vale bastante ver o filme. É ótima a atuação de Downey Jr. como um ator que quer sempre encarnar seu personagem ao máximo. Ele vestido de negro, falando com sotaque do Bronx é muito engraçado. Sou fã do Jack Black, mas esse é um dos piores filmes que ele já fez. Ele não tem aquele “Q” de non-sense. Faz apenas um ator viciado em drogas. Já Stiller é ele mesmo. Aquele cara que acha que tá agradando, mas na verdade te deixa com um pouco de raiva por ser meio perdido. É um conjunto um tanto estranho, mas que consegue ter uma sinergia ótima e isso faz valer a “assistida”. São 100 minutos de filme, que não são jogados fora. Mas é claro, que se você acabou de ver Platoon ou Apocalipse Now, não recomendo, pois vai dizer que é uma heresia.