Tudo começou quando surgiu esse boato: “Essa sem noção da @twittess é uma víbora por querer cobrar pelas suas mensagens”.
E isso já foi bastante estranho.
Desde que comecei a acompanhar ferrenhamente a twittesfera, se é que isso existe, eu sempre procuro selecionar as pessoas que acompanho. E já acho que acompanho demais. Têm alguns que eu nem sei porque leio as mensagens. Têm outros que valem à pena. São originais, acrescentam algo, tem uma mensagem legal pra passar.
Enfim, twitter tem virado uma rede de relacionamentos de auto-promoção. São 140 caracteres onde você tem que se expressar. A idéia original vinha de um grupo americano, liberado por Jack Dorsey, que você devia mandar mensagens de celular pra um servidor. Dizendo o que você fazia enquanto estivesse longe do seu computador. Mas ao mesmo tempo, era possível postar no microblog por página de internet. Aí foi um passo pra virar mais um meio de relacionamento e mais um instant messenger.
O interessante desse texto não é saber da onde o twitter veio, e sim como ele é utilizado. Já aconteceu a “orkutização” do serviço no Brasil. Milhões de “Marias-lajotas” e “Zé-Punhetas” perguntando onde colocavam o álbum de fotos de suas panças e carras horrendas. Pessoas pedindo o famoso “Me add que eu te add” e outros usuários achando que só por acompanharem um ídolo, ele irá responder a qualquer momento.
Errado
Eis que surgiram os scripts pra fazer um número expressivo de “followings” e depois de dez minutos, parar de seguir todos eles. E ai, como resposta, alguns iriam seguir a pessoa como “cortesia” da web. E é ai que eu quero chegar. Na @twittess, ou Tessália, como preferir.
A garota “publicitária”, como ela se intitula, que fez isso com mais de 100 mil pessoas no espaço brasileiro do twitter. E logo depois anulando todos os seguidos que fazia. Ficando com um número bem baixo. Quase zero. Só os conhecidos próximos ela iria seguir. Praticamente uma falta da cortesia internetica.
A partir desse ponto, ela já foi apedrejada, mal vista e alvo de mau uso do serviço do twitter. E eu concordo. Foi mesquinha, mas paciência, se não fosse ela, seria outra pessoa. Ai como protesto hackearam o twitter dela, tentaram estragar a imagem e forçar algo que ela deveria receber. Infelizmente internet é um terreno que ganha quem tem peitos e com maior número de tarados à volta. Moral da história, sempre tem um tapado que irá ajudar a mocinha malvada, mas de corpo esbelto e bundinha rebitada.
Mas há como ainda contornar a situação. Nessa semana, um jovem foi muito inteligente ao pregar uma peça na super hiper queridíssima Tessália. O dono do twitter @markinho pediu uma forma de ajuda da moça. Se existisse um média kit para ter seu material divulgado pelo veículo dela. E ela responde exatamente isso:
Pronto. Ele teve todo o motivo pra jogar na net e dar risada depois. Falar que ela é uma mesquinha e que cobra por um serviço que pode ser feito por qualquer um. Até o @marcelotas, que ela cita, faz coisas assim sem cobrar um único centavo. Mas ele só faz quando acha interessante e que possa a acrescentar àqueles que o seguem.
Sou completamente a favor de que ela seja posta na cruz e que as pessoas parem de seguir essa pessoa. Há quem ainda diga “Ah, mas isso é tempestade em copo d’agua”. Mas se eu não gosto, não tenho que aceitar e posso “lutar” contra algo que me irrita. Desde que não se torne algo nocivo. Por enquanto ainda não está fora do sadio, é divertido até. Mas o que irrita são os que não percebem essas mancadas.
Qual é o sentido desse post? É justamente sobre prestar atenção em coisas simples que somos enganados. A Igreja Universal foi posta na mídia como rede de lavagem de dinheiro semana passada. Você já sabia disso, mas ainda tinha lá suas dúvidas se realmente acontecia. Agora foi posto a mostra o que essa menina fazia. Não há mais ambigüidade sobre esse caso. Ela não quer saber de ser bem vista, ela quer é o dinheiro e que se ferre o resto. O que pode ser falar sobre isso? Que se ela cobra esse valor por uma “retwittada”, imagine o que ela deve cobrar por uma noite de sexo?
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