Foi lendo esse texto aqui, que estava rolando pelo twitter que decidi escrever algo parecido. Mas é sobre uma modinha que me irrita.
Tudo que é uma vez, e bem feito, é engraçado. A repetição torna massiva e completamente atordoante. Vai dizer que toda vez que você escuta o seu colega de trabalho ou seu chefe, fazendo aquela piadinha sem graça pela milésima vez, não se torna uma boa desculpa para arrancar a cabeça dele fora? Uma coisa é aquela frase bem colocada, que foi usada apenas uma vez e não será usada tão cedo novamente. Outra coisa são aqueles mesmo dizeres repetitivos ao longo da sua semana. Eu não suporto mais a piada do “Ronaldo”. Ou qualquer outra variante. Seja o “Tô pagando” ou qualquer outro bordão chato.

Emos? Quem precisa deles? Ainda mais quando falam errado e de forma irritante.
E eu quero falar do povo que ainda insiste no “Beijos me liga” ou então qualquer outra forma de tiopês ainda existente na nossa inculta internet brasileira. É quase como uma linguagem própria, sem nexo e nem um pouco bonita. Criancinhas hypadas do meu Brasil, vamos começar certo, tá? Primeiro: Hype é uma palavra americana, não brasileira, logo não precisa ficar falando o tempo inteiro o que é e o que não é hype. Fale sobre o que é melhor ou não. Segundo: Vivemos no século 21. Os anos 80, se é que muitos de vocês viveram, já passou há mais de quinze anos. Naquela época o Mr.T ainda reinava com seus punhos de ferro, Punky Brewster era apenas uma criança e os Trapalhões ainda era um grupo, e não o Renato Aragão fazendo merda domingo ao meio-dia. E terceiro e último: Quem disse que cores berrantes são legais? Quem disse que esses óculos de cortina é alguma coisa bonita de ver? No geral, e digo visualmente, são feios. Não sei como ainda continua essa modinha. Porque ela não é dentro de um padrão que tem se prolongado, nas cores discretas. Nos anos 80, quando realmente, tudo era estranho e mal definido, até fazia algum sentido, mas hoje em dia, não. Portanto, você que acha que o lance mais “da hora” do momento, e acredita que ficar indo em baladinhas pra falar “bjs me liga” e fazer cara de blasé, fumando seu cigarrinho de “mamãe olha o quanto sou velho porque consigo fumar sozinho, atoron perigon”, desista.
No mais, infelizmente, maioria das pessoas que nasceram final dos anos 80, inicio dos 90, são órfãos de um bom problema político que movimente o país. Quando eles brincavam de Barbie e Comandos em Ação, Fernando Collor de Melo estava em meio à um impeachment. Eles nem tinham noção de como ir pra rua, pegar uma bandeira e “lutar” por um país digno. Por isso hoje em dia, vivem em caos de personalidade, isto é, não sabem com o que se identificar politicamente. Logo essa mistura de tendências, estilos e gostos. Não existe uma postura consistente, é um misto de tudo que absorvem, desde o momento que ouvem Cansei de Ser Sexy, aos barracos da Lindsay Lohan, aos vídeos sem pé nem cabeça de umas bibas do nordeste que fazem umas pataquadas, até o voto de Minerva dado pela Marimoon na MTV. Que por favor, quem é ela pra dizer o que é legal ou não? Ela é tão normal quanto eu e quanto você. Logo, preserva-se mais.
No mais, ainda não consigo entender o porquê de falar com uma gíria que é indecifrável. Tá certo que quando eu nasci, usavam muito o “isso ai é tric tric rolimã”, mas até hoje eu nunca soube se é verdadeiro, ou se é mais um sarcasmo – mas pra que você vai falar como se tivesse dando oi pra pessoa o tempo inteiro? Não faz sentindo algum você pedir pra que te liguem e te mandem beijos, de cinco em cinco minutos. E é ai que eu puxo lá do começo. Tudo que se torna repetição é um saco, um porre, assista duas vezes, em sábados consecutivos, o Zorra Total. Com certeza você pedirá clemência e que seu ouvido não é pinico. E eu não gosto de ler, acredito que muitas outras pessoas também não gostam, quando falam na internet com essas gírias. Também no dia-a-dia é irritante. Qual o problema de falar normal? Não é nada estranho falar como uma pessoa mediana e que tem conhecimentos medianos. Você não vai ser rechaçado por falar “Então, nós vínhamos pela rua quando vimos a Marta. Logo, ela falou que iria passar casa da Andréia”. Por que tem que ser aquela coisa sem nexo? “oi, mim sauva!11!11 a déia bjs oIIIiIiI Casa pedro telefone min CORRÃO!!!!111!1ATORONPERIGON!!11”. Tem que ser algo assim?
É até um pouco vergonhoso em dizer que eu falo com pessoas que usam isso, e pior, não vão admitir que estão erradas ao lerem esse texto. Vão comentar algo como, “Ai, não quer, não fala comigo”. Mas enfim, é mais um pedido de “’Prestenção’ que isso ai não tá certo”, do que um Por favor.
Mas vai logo, porque daqui a pouco tu é considerado mais um emo em idade avançada.
Popularity: 9% [?]














Ah esses pseudo-gênios que não aceitam outras culturas que não sejam as deles, triste, muito triste
Acredito que tu tentou me menosprezar por tu gostar de tiopes.
Eu gosto de muitas culturas. Mas tiopês é uma que não dá.
E acredito que depois de “as deles”, no seu comentário, vá um ponto final.
Ou estou errado?
Hum, “tu tentastes, tu gostares”. rs
Mas quem se importa mesmo com tais conjugações nos dias de hoje…?
Bom, eu escrevo coisas em tiopes quando quero chamar atenção para elas de forma humorística. Mas ler/escrever assim o tempo todo é, realmente, maçante.
bjomeliga
Depende de que regra gramatical. A “novíssima” ou a PT-PT. PT-BR já aceita o Tu gosta e Tu tenta também. : D
Ah, esses pseudo-gênios que não aceitam outras culturas que não sejam as deles… triste, muito triste [2]
[...] – Uns se irritam. Outros adoram. Mas que em algum momento da sua existência você usou essa determinada linguagem, [...]